10 9 / 2014

10 9 / 2014

09 9 / 2014

09 9 / 2014

(Source: PASSIVELOVE, via nalunalua)

09 9 / 2014

(Source: luxuriada, via nalunalua)

08 9 / 2014

(Source: solisseblog, via sehnsuchht)

08 9 / 2014

(Source: sehnsuchht, via sehnsuchht)

08 9 / 2014

"Eu nunca soube lidar com esse tipo de coisa. De ser o cara que eu nunca fui com a menina que menos liga pra isso. Você é toda bagunçada, Robin. Pede sinceridade mas nunca é sincera consigo mesma. Você quer pagar de durona, menina madura… Mas isso não passa de armadura. Todo casal um dia acaba, certo? Descobri porque a gente não acabou até agora. Primeiro: nunca fomos um casal. Segundo: um quase casal tem um quase fim. A gente é todo “quase”. Quase alguma coisa, quase nada, quase começo, quase fim. Sei lá define bem. Tu é completamente “perigo”, Robin. Se tu me desse finalmente uma chance, acho que eu nem saberia lidar com isso. Porque eu talvez não esteja preparado pra me apaixonar por alguém como eu teria me apaixonado por você. Tu sabe disso, cara. Sabe bem o efeito que os teus “não” “não sei” “tanto faz” tem sobre mim. Tu sabe onde nosso quase vai parar né? Em lugar nenhum, Robin. Porque você é uma medrosa e eu um covarde. Porque a sua mão cabe na minha, mas você ainda recua quando a minha mão chega perto da tua. Porque eu podia mudar e ser o que você quisesse, mas o que tu quer eu nunca sei o que é. Nem você. A gente podia acabar hoje, ou começar. Mas o nosso “quase” não deixa. Tu podia deixar eu cair por você, e largar de ser tão complicada. Mas a tua armadura não deixa. Ah, me amarro nela. E em você. Entre as minhas duvidas, te escolhi pra ser certeza. O nosso “quase” é bem irônico, porque eu só fui quase quando eu sabia que eu ia embora. Mas agora eu sei que vou ficar, e que tu que é capaz de ir. Porque o nosso quase, Robin, eu juro… Ele acaba quando tu disser que chega. Que tu quer ser certeza mesmo não tendo certeza de nada. E tu vai me odiar e me xingar todos os dias, e eu vou querer meter o pé sempre. Eu vou. Só pra ter o prazer de voltar e ouvir tu me xingar mais um pouquinho. Pra ouvir tu jogar coisas na minha cara, mas depois dizer que eu fui o único por quem tu largou teu “quase”. É por isso que eu aceito o “quase” e a dúvida. Só pra esperar a decisão e a certeza. Eu espero tudo de bom que venha de você, porque o tudo ruim sou eu. Eu sou o errado, e você era pra ser o certo. Mas acaba dando errado com errada. Ou melhor, eu e você. Tão errada quanto eu, só que mais charmosa. E os nossos erros pelo menos, não tem um “quase”."

robin and stubb.  (via sehnsuchht)

(Source: tajmahhal, via sehnsuchht)

08 9 / 2014

"Olá, João. Ou João Gabriel. Ou Santiago, não sabemos ainda, eu e sua mãe não conseguimos nos decidir. Sei que eu queria brasileirar Lenon ou Dilan, mas sua mãe anda redutiva quanto a isso, diz querer protegê-lo. Mas do quê, a gente pode saber? Talvez de fazer sucesso com as menininhas do Jardim de Infância com um nome lendário desses. Mas não se chateie, ok? Nós vamos encontrar uma solução. Bem, eu não sei como começar isso, é estranho falar com uma barriga gorda, a última vez que fiz isso foi aos sete anos quando o tio Lino me jurou ter comido o Caco, um hamster branquinho que eu tinha. Mas isso é uma longa história. Você quer um hamster também? O pai compra. Pai. Que troço esquisito pra quem ainda come sucrilhos pela manhã. Mas agora está tudo bem. Nós não planejamos você, mas o inesperado aconteceu. Primeiro eu tive algumas crises peterpânicas, sumi por um tempo, cheguei a sugerir que você fosse interrompido. Aí veio o ultrassom, aquela canção do Cat Stevens num comercial sobre o verão, os livros do “Diário de Um Banana” na livraria perto daqui. Então eu decidi que precisava de você, talvez mais que você de mim. Acho que você pode me ensinar muitas coisas. Não coisas como lidar com peitos, isso eu já aprendi aos 23. Há montes de outras coisas que eu preciso saber, como ser menos egoísta, menos farisaísta, menos inconsequente. Ou como dar nó em gravatas, seu avô já tentou trezentas vezes, mas acho que ele não sabe direito o que está fazendo. Bem, acho que já deu pra sentir que ainda estou confuso quanto ao meu papel nessa peça que a vida me pregou. As coisas vão mudar, eu sei, mas acho que vou me sair bem. Dizem que, agora sim, vou conhecer o verdadeiro amor. E, confesso, estou curioso e trêmulo. Talvez eu desmaie no seu parto, tudo bem pra você? Mas é só questão de idade, pulando essa parte a gente pode sair do hospital, conhecer o mundo e passear por aí. Comecei uma poupança pra você. Já tem trinta reais. Sei que não é muita coisa, mas já dá um Mc Lanche Feliz. O que você acha? Depois, mais tarde, talvez uns vinte anos, podemos beber algumas cervejas e falar sobre garotas ou sobre o que está errado na escalação do nosso time do coração. O que você quer agora? Batatas fritas? Uma garupa até a praça do avião? Uma guitarra? Uma estrela do mar? Bem, como você pode ver, o clima é de ansiedade, alegrias e de uns tapinhas nas costas. Tenho recebido muitos abraços, parabéns e recomendações para criar juízo. Não sei que porra as pessoas estão pensando quando me mandam criar juízo. E também não entendo os parabéns, foi fácil e gostoso fazer você, mas isso é papo pra daqui uns quinze anos. Quem sabe, se der tempo, você conheça seu bisavô. Ele está com Alzheimer. Às vezes ele joga o prato inteiro de comida na parede e os adultos acham um pouco triste, mas acho que você vai até achar engraçado. Aliás, estou louco pra escutar seu riso. E também já fiz planos de cantar “Hey Jude” quando você começar a espernear no berço que ganhamos dos seus avós de Pelotas. Não será perfeito o tempo todo. Haverá dias que você vai berrar sem parar e eu vou implorar pra você começar a falar agora mesmo, e diga afinal o que é que você quer. Mas tudo bem, a gente faz as pazes e algumas fuzarcas. E depois você pode adormecer no meu peito assistindo “Três é Demais” no sofá, até a mamãe chegar. Ah, sobre a mamãe. Bem, acontece que não estamos mais juntos. Não sei explicar, essas coisas são meio complicadas, temo que se eu começar a explanar como funciona os relacionamentos você relute sair daí e depois precisaremos gastar todo dinheiro da sua faculdade numa cesariana desnecessária. Vai ser um pouco estranho, mas hoje em dia é comum os pais morarem em apartamentos separados, por mais idiota que isso possa parecer. O lado bom é que você terá dois quartos. É, nós adultos somos muito idiotas mesmo, na maioria das vezes a gente não sabe direito o que está fazendo. Mas não se preocupe, ainda somos amigos, a gente se dá legal e estaremos sempre por perto. Sem brigar, a gente jura. Sei que estamos sempre jurando coisas, mas vamos trabalhar duro. Por você. Certo? Se está bom pra você, dá um chute. Se não, dois. E pode apostar, vamos amar você infinitamente mais e melhor do que a gente já se amou um dia. Como assim, quanto é infinito? Infinito é infinito. É tudo. É pra sempre. É sem fim. É uma coisa que não dá contar nos dedos. Nem na calculadora? Não, nem na calculadora, filho."

Gabito Nunes, amor sem fim.  (via sehnsuchht)

(Source: s-i-m-p-l-i-f-i-c-a-r, via sehnsuchht)

26 8 / 2014